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  • SBPC debate qualidade da Educação Brasileira

     

     

    O auditório principal da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) discutiu nessa terça- feira, 27 de julho de 2010 a Educação Brasileira: a inflexão necessária. Sobre a coordenação de Araci Asinelli-Luz (UFPR) a temática atraiu muitos educadores, especialistas de diversas áreas e a imprensa local. O professor José Nilson Machado (USP) disse que há uma generalização em torno da má qualidade do ensino brasileiro que necessita ser desfeita. Segundo ele, esse negativismo mascara os investimentos canalizados para a educação, especialmente em nível básico, que vem melhorando significativamente. Machado criticou a quantidade de indicadores demasiados que apontam apenas fragilidades no sistema educacional brasileiro. Na opinião do professor da USP, com avaliações pessimistas não existem visualizações de que é possível avançar. “O excesso de avaliações em torno da educação visa divulgação, mas precisamos é de ação efetiva para mudar as estatísticas”. Ele disse ainda que é preciso dar condições de trabalho favoráveis aos professores e que o fim do analfabetismo está previsto na Constituição Federal (artigo 214). “A qualidade da Educação no Brasil depende da mobilização de educadores reivindicado sem cessar por melhorias. Fernando Becker (UFRGS) fez uma reflexão sobre a intensidade de aprendizado dos alunos. Ele aconselhou os educadores a ficarem atentos ao ritmo de cada aluno e estimulou metodologias que facilite a absorção de conhecimento. “A escola deve se transformar cada vez mais em laboratório não em auditório. Devemos proporcionar um ensino eficaz para uma sólida aprendizagem dos alunos”, enfatizou ele. Representando a Universidade de Brasília (UNB), o professor Isaac Roitman pensa em educação como algo emergencial. De acordo com ele, de cada cem alunos que ingressam no Ensino Fundamental, somente 53 concluem os oito anos de estudos e 37 chegam ao final do Ensino Médio. O professor acentuou ainda que, segundo um estudo realizado pela UNESCO, entre 150 nações comparadas, apenas Nepal, Suriname e 12 países africanos têm repetência maior que o Brasil. “Não podemos nos conformar com o descaso na educação. Somos todos responsáveis pela defesa da Educação Brasileira”, finalizou.

    Por Fernanda Carmo (Analista Social – Jornalista) da Gerência Social/IMAS – Província Marista Brasil Centro- Norte

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